A Luta Não Continua

Ninguém se lembraria de levar a concurso numa prova gastronómica um pão com manteiga. Pois. Os portugueses aprovaram para exibição no Eurovision Song Contest 2011 uma não-canção, um confrangedor número cómico-depressivo alusivo à luta do povo contra as classes opressoras. A europa não entendeu. Não que o país esteja acostumado a brilhantes prestações. Mas poucas vezes me senti tão ridiculamente representado, não obstante a irrelevância e frivolidade da disputa.

Ao meu pensamento cândido e singelo apresenta-se a metáfora perfeita dos tempos que correm. A Europa – não só os finlandeses – não consegue interiorizar a idiossincrasia lusa. Infelizmente a perplexidade teima em não contagiar os autóctenes. As consequências avizinham-se catastróficas.

Resta uma lição para os intervenientes na desonrosa prestação. A pretensão ideológica que veiculam só tem audiência na “cacânia” de Sextus (desta vez não resisti a aplicar o brilhante epónimo da sua autoria). Recomendo que voltem ao sofrível entretenimento com que iniciaram as aparições televisivas e abandonem o ramo da canção cómico-interventiva. A bem de todos.

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