Haja Coragem

Tenho para mim que os  últimos seis anos de governação socialista, além de nos terem lançado na maior das penúrias – o que nunca seria de somenos – importaram também um verdadeiro retrocesso civilizacional da nação lusa. Paulatinamente, mas de forma inequivocamente concertada, a família, enquanto núcleo basilar da sociedade, sofreu um ataque feroz ( de que o aborto, o divórcio à lá carte e o casamento gay são apenas paradigmáticos exemplos); Num país homogeneamente católico,  a propósito de um suposto respeito pela liberdade de credo religioso, impôs-se uma laicização sem precedentes da sociedade, sobretudo nas suas camadas mais jovens e portanto supostamente mais moldáveis; Num inapropriado excesso garantístico, retirou-se toda a autoridade àqueles que, por inerência das suas próprias funções, a deveriam ter e reforçada ( educadores, forças policiais, magistraturas…); Por via legislativa tanto quanto por via do próprio exemplo, passou-se a errada imagem de que aos actos não correspondem em regra quaisquer consequências – donde todos se arrogarem imensos “ direitos” mas nenhuns inerentes “deveres”, que não os deveres fiscais e mesmo esses com inúmeras e selectivas excepções. Assim é que, seis anos volvidos, o cidadão dito “normal” – leia-se hetero, de educação católica, pai de família, trabalhador e cumpridor das suas mais diversas obrigações –  passou, às segundas, quartas e sextas, a sentir-se o verdadeiro papalvo, ao trabalhar esforçadamente para pagar os erros e os deveres dos outros e, às terças, quintas e sábados, a sentir-se pouco mais do que um freak, rodeado que está das imposições do “ politicamente correcto” que a ditadura das minorias lhe vão subliminarmente – ou nem tanto – ditando. Aos domingos, ao cidadão dito normal mais não lhe resta do que se perguntar o que diabo ainda faz aqui…

Perante o estado das coisas foi, assim, com renovada esperança que ontem, ouvindo  o(s) discurso(s) de vitória eleitoral, me surpreendi com a utilização reiterada de uma singela palavra tão em desuso na actualidade: Honra. E mais surpreendida fiquei com o uso, apropriado, de outro símbolo nos últimos tempos esquecido que não em provas futebolísticas – o Hino Nacional.

Minudências, dirão. Mas que marcam toda a diferença.

Anúncios
Esta entrada foi publicada em Uncategorized. ligação permanente.

Deixe uma Resposta

Preencha os seus detalhes abaixo ou clique num ícone para iniciar sessão:

Logótipo da WordPress.com

Está a comentar usando a sua conta WordPress.com Terminar Sessão / Alterar )

Imagem do Twitter

Está a comentar usando a sua conta Twitter Terminar Sessão / Alterar )

Facebook photo

Está a comentar usando a sua conta Facebook Terminar Sessão / Alterar )

Google+ photo

Está a comentar usando a sua conta Google+ Terminar Sessão / Alterar )

Connecting to %s