Occam misturado com o Oriente ou velhos conselhos porventura úteis

Sextus não se gaba de ter acertado razoavelmente nos resultados eleitorais, outros teriam subjacente uma transformação cacânica ainda mais avançada, talvez não ao alcance de um povo que até para a nulidade tem medo de existir.

Os conselhos ao jovem primeiro-ministro a indigitar não serão enumeráveis, um pirrónico tem a particularidade de saber não dar conselhos a ninguém, qunado muito pode disponibilizar-se para abrir e partilhar as suas dúvidas com os outros.

Primeira nota, a idade de PPC é muitíssimo conveniente, é provavelmente a altura da vida mais propícia para saber misturar Occam com o Oriente.

Segunda nota, tal como escreveu noutros posts prévios, Sextus acredita que os lusos têm inesperadamente muito de orientais, como tal ocorreu não consegue avançar nada de razoavelmente lógico, embora esta roupagem oriental deva ser vestida de forma mais ou menos aparentada por outros povos de influência celta. Quem sofre derrotas atrás de derrotas e foge até aos promontórios carrega uma contradição vital entre o medo do fim e a necessidade de abrir outro devir. Talvel esteja aqui uma das origens da alegre e irrequieta tristeza celta. 

Este terreno oriental, por incompleto, não veio acompanhado de outras características desse lado do mundo, essencialmente a autoridade centralizadora indiscutível por ser apoiada numa mistura de sangue com meritocracia.

(Esta chamada recorrente de Sextus para o Oriente tem a ver principalmente com a melhor maneira de tirar proveito das características lusitanas, a predisposição para a agricultura e para serviços; neste momento precisamos de serviços transacionáveis).

Entra aqui o meu amigo Occam e a celebrérrima parcimónia de causas. Em que é que isto pode ser útil? Para evitar o delírio exuberante e desfocalizante da táctica a todo o preço. Uma das idiosincrasias do povo luso é o refúgio na fractalidade e tacticismo quando enfrenta algo de grave, até ao limite do sustentável e a sua proverbial inabilidade de sentir o tempo dessa insustentabilidade. Sextus “recomenda” menos táctica e mais parcimónia, logo maior despacho. Esta primeira guerra do número de ministérios, por muito razoáveis que sejam os contra-argumentos é claríssimamente para levar até ao fim, triunfante.

Tal como na economia, também na política há o “animal spirit”. O deste tempo de PPC é para marcar agora. 

Este tempo é também suficientemente complexo para exigir duas formas de abordagem, a padronizada e a “out of the box”, se é que se pode falar em tal quando a padronizada caminha para o anunciado falhanço.

Como Sextus tem repetido, a história pregou-nos a partida de nos presentear com uma resma em branco de folhas históricas O derrotado engenheiro, além de muitos outros defeitos evidentes e outros suspeitados, tinha uma insificiência mais grave: impreparado para o tempo, incapaz de o ler, medíocre reprodutor de políticas estafadas. (Também é verdade que não era o único; neste fim de semana tivemos à disposição uma peça de um brilhante economista americano a sugerir que nos virássemos para as residências dos seniores que viriam aqui passar as suas forradas reformas, ou seja mesmo as pessoas conhecedoras não estão a perceber o que se está a passar á frente dos seus olhos).

No próximo post Sextus dará exemplo de pensamento padrão e “out of the box” para o sector que melhor conhece, a Saúde.

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