Estamos, passo a expressão, lixados…

Assumindo o risco de tornar a questão grotescamente minimalista, a situação resume-se em poucas linhas: um pequeno país periférico e pouco produtivo, após esgotar fundos estruturais de integração num mercado único, recorre à “sublime” fuga para a frente mantendo o status com irracionais endividamentos públicos e privados, como se nunca tivesse que os pagar. Quando os credores desconfiam da solvência e a especulação vigente faz transbordar o vasilhame, o povo pergunta: “como foi possível?”

Não dispersando mais no diagnóstico, apresentam-se, grosso modo, 3 terapêuticas (a escolha passa pela UE, que ainda testa soluções em terras de Sócrates, o original):

1. Choque financeiro, com “emagrecimento do estado” com a subida possível da carga fiscal, tentando aumentar o nível de poupança e redução do défice. Reside aqui um grande problema: a referida dieta, dada a idiossincrasia lusa, implica inexoravelmente perda de rendimentos (despedimentos, se quiserem) nos milhões de militantes do “partido do estado” e no gigantesco aparelho “privado” paralelo. É fácil prever as consequências no mercado interno desta diminuição do poder de compra.

2. Renegociação da dívida (com complacência UE): o país descredibilizado (o que quer que isso seja)  e fora dos mercados de dívida durante muitos anos, além de prejuízos brutais de credores europeus, BCE incluido. Alguma vozes em Bruxelas já falam numa saída neste sentido, encapotada, a “renegociação suave”, outros defendem um mercado de dívida comum (os PIGS) … Estarão todos os membros dispostos a arriscar isto?

3. Renegociação da dívida com saída da Zona Euro e regresso ao velho Escudo. Catástrofe muitas vezes pior que a anterior!

Resta acreditar que o novo executivo vai conseguir acabar com algumas negociatas de fraquíssima reprodutibilidade, que alguns grupos estrangeiros invistam no país e o nosso turismo não venha por aí abaixo.

Procura-se génio que descubra a saída deste labirinto…

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