O regresso às origens!

Tenho mantido algum recato de escrita após o acto eleitoral para a Constituinte! Por motivos de alguma expectativa pessoal e pela manifestação da intenção de voto (já proferida em post anterior), não tenho “malhado” o que seria expectável, mantendo-me silencioso na palavra e na escrita!

Mas no momento actual e à guisa de alguns encontros e histórias entre pessoas que se querem bem, resolvi pegar na ferramenta da escrita e voltar a verter algumas coisas que me vão passando pela mente.

Em primeiro lugar, um desabafo!

O MUNDO ESTÁ DOENTE E COMPLETAMENTE SUBVERTIDO!

Os recentes episódios de Londres demonstram tais factos. Crianças de 11 e 12 anos a rebentar com montras e a incendiar estabelecimentos comerciais, com encontros marcados por telemóvel e afins? Aonde andam os pais destes jovens?

O título deste escrito tem a ver com estes factos e com os encontros comigo acontecidos aqui na aldeia onde me encontro de férias.

Quando aqui cheguei fui logo visitado pelo amigo Casanova, que amávelmente me trouxe um saco de pêssegos e um saco de pêras rocha, da sua produção pessoal e de óptima qualidade. Dizia-me ele que a sua produção não tinha comprador e que …”sempre lhe lavava a alma que fosse um amigo a comer do que assistir ao apodrecimento de fruta tão  boa”.

Também um outro amigo me contava que, estando no Algarve em férias, recorreu ao serviço de um restaurante que, de sobremesa, lhe apresentou as melhores laranjas que até então tinha provado; o dono do restaurante, perante a apreciação muito positiva do fruto, ofereceu-lhe um saco com 5 Kg, dado que ninguém lhe comprava as laranjas e então ele ofertava-as.

Entendo, como já aqui escrevi, que é necessária uma nova ordem, baseada nos princípios e nos valores.

Assistimos à demissão colectiva dos cidadãos, desde os pais dos delinquentes de Londres até nós próprios, que em vez de comprarmos e estabelecermos regras de comercialização prioritária do pouco que produzimos, andamos a comprar produtos importados, ajudando ao apodrecimento da nossa produção e ao empobrecimento e ao desdenho daqueles que ainda querem trabalhar na terra!

Tudo isto que aqui escrevo não tem qualquer conotação política ou religiosa.

É apenas porque entendo que valerá a pena reflectir e pensar um pouco nisto!

Tenho a firme certeza que valerá a pena apoiar e incentivar o aparecimento da tal ordem nova, não nos princípios que esses são bem antigos, mas num regresso a certas origens vilipendiadas e mal-amadas por uma nova estirpe de gente que ou nunca os teve, ou então, não consegue sobreviver-lhes!

A água da fonte, quando é pura, bebe-se e não se gaba!

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Sobre Jorge G. Pereira

Sou Português, nascido no Porto, terra de tradição antiga e firme, de onde nasceu o nome de Portugal,
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