A regulação financeira vai cortar o crescimento afirmam os bancos ou o cirrótico com sede exige mais vinho

Um grupo de cerca de 400 bancos privados produziu um estudo que sustenta que maior regulação financeira induzirá uma quebra do cresciment de 0.7%, diminuição ainda mais clara no eurogrupo, EUA e Japão. O raciocínio baseia-se numa diminuição de crédito com a regulação e o encadeamento habitual de menos emprego e subsequentes. A regulação impedirá certos esquemas de empacotamento de créditos obscurecendo, pelo menos de forma temporária, a fragilidade de alguns desses sub-pacotes. Dito de outro modo, o ocidente abraçou a especulação como modo de vida, incontinente e introdutora de venenosa desordem deixando de olhar a especulação como exprimentação para a aprendizagem e conhecimento, ou quando as margens tomam conta do centro – interessante.

Infelizmente a credibilidade deste estudo não será grande. Os avaliadores de Wall Street não conseguiram prever as três últimas recessões e disfarçam a sua incapacidade apostando no crescimento, quer por ser mais vantajoso, quer por poder assegurar maior probabilidade de acerto – as crises ocupam menos período de tempo. Mais, a memória dos homens depende do sentimento e retemos melhor o sucesso que o falhanço.

Este fanatismo absurdo pelo crescimento leva ao aplicar de importantes recursos finaceiros em projectos inviáveis, decisões resultantes de incompetência mas também de corrupção. Segundo últimas notícias o anterior governo líbio, aconselhado pela Goldman Sachs, terá perdido a risonha quantia de 700 milhões de euros em Wall Street enquanto que os crentes que acompanharam o último aumento de capital do milenar banco luso terão perdido dois terços do valor da sua aplicação. Talvez que os nossos vizinhos bafejados por uma diminuição do IMI local corram a comprar as dezenas de milhares de casas á venda para proveitosamnete as transformar em pedrinhas para gigantescos puzzles para noites sem sono. Manifestamente, deve haver muitos livros de Mandelbrot e de Taleb nas estantes, é pena.

O problema principal do ocidente é a incapacidade em gerar novos empregos num mundo que vem gastando francamente acima do que pode e não tem margem para continuar a despender recursos em quasi intilidades numa altura em que os salários começam a dar razão a Ricardo. Obviamente que políticas de restrição em tempos de contracção não facilitam a saída como clamam quase todos.

A pergunta é outra, no entanto: se o cirrótico se queixa de sede, o bálsamo é o vinho? Não se trata da postura castigadora de alguns povos do norte com  mais juízo, que no entretanto financiaram a compra do vinho que produzem.

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