A referência, base da aprendizagem também pode ocultar ou o fato do sultão de Andresen revisitado

Penosamente a Lusitãnia-Cacãnia vai realizando o enorme buraco que denodadamente cavou para definhar. A lateralidade de muito do discurso recente vem impedindo que toda a nudez seja exposta, não se trata somente do desvario dos gastos do estado, estamos a lidar com as consequências das péssimas escolhas de aplicação de recursos tanto pelo estado como pelas empresas, banca e indivíduos. É disto que se trata, a reforma do estado a fazer não será suficiente se a sociedade não redireccionar de forma correcta os recursos de que dispõe.

Como factor de grande preocupação já reparamos que a sociedade não substituiu quem mal, muito mal geriu, embora a curto prazo tenha obtido grandes ganhos e mordomias. Nenhum grande capitão da banca ou de grande empresa ancorada na banca foi substituido apesar do colossal delapidar de riqueza que ocorreu durante a sua gestão. Não foi nem será porque o sistema de eleição dos CEO está tão bem adaptado como qualquer colégio eleitoral de uma junta de freguesia, o senhor presidente se dispuser de prebendas a distribuir será sempre reeleito nem que a conta a pagar se acumule, para isso existe sempre a maravilhosa gestão contabilística, nas hipóteses mais benignas.

A banca lusitana depende totalmente do financiamento externo, está á mercê de qualquer ataque que só não se realizou até agora porque os candidatos à rapina desconfiam da indigestão do repasto.

Não é de admirar que a máquina do estado tenha igual ou maior incapacidade de fazer a necessária correcção. Sextus acha interessante a esperança que o estado se reforme antes dos outros componentes da sociedade, embora tal não seja impossível mas para isso seria imprescindível que os grupos que desejam essa mudança tivessem acedido ao topo do estado. Está por provar que tal tenha entretanto ocorrido. 

O descalabro é gigantesco e sendo cá superior a grandeza, a maior parte do ocidente enfrenta um problema da mesma qualidade e pouco menor dimensão o que tem levado muitos, menos autónomos no pensar, a acreditarem tratar-se de vozes catastrofistas que sempre estiveram presentes ao longo da história.

É verdade que velhos do restelo vêm de longe. É verdade que aprendemos por referenciação e analogia. A existência da consciência que tanto nos fascina apoia-se na auto-referenciação, a base de tudo. Como é de uso a moeda tem duas faces, o divino Janus está em todo o lado. A referenciação e a analogia podem velar o que está defronte de nós -o rei vai nu e é interessante que este conto de Andresen tenha dois séculos.

PPC tem que começar a apresentar uma narrativa a enroupar a actuação.

Se Sextus partilha o desconforto de Medina com a propalada mudança de paradigma, voltar à primazia do sector secundário, para a autosuficiência, para a reforma da justiça e para o fim controlado do estado social é mesmo uma mudança de paradigma.

A roupa é esta, mesmo a velha autoreferenciação já não dissimula a nudez e tal como contava Andresen, alguns alfaiates fugiram, outros foram dados como inimputáveis e outros ainda assobiam alegremente de volta ao mister.

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