A perigosa alienação dos estados corrompidos ou troika, testes de stress e quejandos

Sextus acalenta a esperança que vários já se tenham apercebido da mais valia do programa das segundas-feiras com Medina e convidados. Ontem, por exemplo foi delicioso e educativo, vimos alguém que já tem estado agarrado ao leme (ou pelo menos deixou-se fotografar como tal) e Medina, que desinibido pela natureza e pelo tempo consegue discriminar enquanto que essoutros enrolam o difícil e emplumam a vacuidade.

Esta semana foi alegrada pela presença da comissão de médicos à periferia. Sextus não segue a deselegância de alguns que os menorizam, Sextus esforça-se por valorizar apropriadamente alguém que não possui conhecimentos profundos sobre o país com que lida e que tem como missão reaver o crédito e não reformar o país. Sextus até duvida que lhes passe pela cabeça tal objectivo, para muitos, portugueses e vizinhos são povos corrompidos que necessitariam de pelo menos dois príncipes consecutivos com virtú para os regenerar.

Recuperando o seu cepticismo, Sextus faz notar que as já ansiadas avaliações da troika gozam do mesmo fundamento que os conhecidos testes de stress bancário do passado recente. Começa a ser claro toda a incapacidade do governo em passar para um patamar diferente de governação, como também diz Medina e face à antecipada depressão da actividade ineficiente que ocupava e obnubilava perto de um milhão de portugueses a meritória subida das exportações não vai estar à altura da praia alta de falências e desemprego que se aproxima.

Falta também alguma qualidade, sempre faltou é bem verdade, veja-se a triste trajectória do ministério da saúde que irresponsavelmente não conseguiu negociar a dívida junto da indústria farmacêutica, uma das que deviam ser as suas prioridades, a segunda era a redefinição e custeio das doenças a suportar pelo SNS e enreda-se em contradições sobre uma reforma profunda a fazer pelos agentes que têm dirigido o sector – não se sabia possível erro deste tamanho em alguém que seja gestor -, sobre o número de profissionais do seu ministério, sobre o número verdadeiro dos seus utentes, sobre uma preocupante e ímpar comissão nacional de protocolos terapêuticos e terminando, para não nos acabrunharmo-nos ainda mais, sem nenhum plano para o futuro a curto prazo sobre PPP da saúde.

O grande problema actual não é realmente o estado social, é muito mais além disto. trata-se de como dar coesão e tranquilidade mínimas a populações sem perspectiva de sobrevivência integrada e sustentada. Estando isto  a falhar, condimentado pela retração progressiva e inevitável do estado social o sistema político que conhecemos nesta parte do mundo nos últimos cinquenta anos fica maduro para a queda.

Sextus deixa aqui duas notas óbvias: cinquenta anos é realmente muito pouco tempo e sempre houve a tentação de confundir a duração da nossa vida com a do tempo.

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