Histórias de um povo de servos

Durante a tarde do dia de hoje alguns actos e discursos vieram compor o quadro deste país tutelado e de servos – é verdade, é quase uma redundância.

Primeira versão de um povo menor: não é altura de lamúrias  ou de criticar, segundo o maior capitalista luso, discurso, felizmente ,já contradito pelo próprio noutras situações mais iluminadas, um povo maior teria achado altura de julgar e exigir.

Segunda versão de um povo menor: o líder da oposição, enfim o arremedo que é possível, haja alguma pinga de vergonha, clama pela insensibilidade social do primeiro-ministro, acha natural a dependência aconchegante, claramente trocada por uma independência que não preza, nem uma criança tem a pretensão de sair da beira da mãe, junto da qual nega autoria de tudo, pelo menos a consciente.

Terceira versão de um povo menor: algumas horas depois da trapalhada da Lusoponte o senhor secretário de estado ainda não se atirou dela abaixo – enfim se Sextus não foi vítima da precipitação da rádio e televisão.

Um povo menor de servos acaba por ser mimetizado por uma elite, que ou se apouca e se sabota por partir de um patamar muito baixo ou não entende que a menorização de um povo acaba por a contaminar, como escrevia Maquiavel, não é possível a coexistência de um povo corrupto com uma elite vigorosa ou o contrário.

A elite lusa acalenta a esperança (será que realmente acalenta alguma coisa em face da tutela estrangeira que a secundariza e menospreza) que o espectáculo que é suposto representar numa sociedade dita de comunicação pode desenrolar-se a contento dispensando a sua doutrinação, já não falando para si própria apenas para a plebe. Está certamente enganada, mesma a classe que governa tem que encarnar e exteriorizar uma narrativa para ela própria.

PPC tem de apreender que está a entrar na fase em que as vestes e os salmos por serem demasiado novos e desprovidos da autoridade da presença antiga ainda não suportam as desfigurantes falhas, isto se ainda acredita em alguma coisa. Na negativa, vai tudo muito bem encaminhado para a tragédia do despertar a destempo ou para o fim de quem se esgotou.

Anúncios
Esta entrada foi publicada em Uncategorized. ligação permanente.

Deixe uma Resposta

Preencha os seus detalhes abaixo ou clique num ícone para iniciar sessão:

Logótipo da WordPress.com

Está a comentar usando a sua conta WordPress.com Terminar Sessão / Alterar )

Imagem do Twitter

Está a comentar usando a sua conta Twitter Terminar Sessão / Alterar )

Facebook photo

Está a comentar usando a sua conta Facebook Terminar Sessão / Alterar )

Google+ photo

Está a comentar usando a sua conta Google+ Terminar Sessão / Alterar )

Connecting to %s