A medicina e a gestão na Lusitânea ou como o potencial de asneirar faz de Sextus um impenitente taoista

A gestão da medicina na Lusitãnea, se estudada, constitui um excelente paradigma da tragédia lusa de não saber governar, incluindo a notória incapacidade da gestão no tratamento do seu produto e da sua imagem.

Durante anos fomos ouvindo que a medicina portuguesa se confrontava com um futuro de todos os perigos quando por volta de 2012, se registasse o abandono em massa por reforma de uma importante fracção dos médicos lusos. Era falso, bastava ter o cuidado de consultar que os grandes anos, em número, de saída de novos médicos, compreendiam o período entre 74 e 79, ou seja pessoa que tinham nascido entre 1949 e 1955, ou seja, quando atingissem os sessenta e cinco anos estaríamos entre 2014 e 2019. Como muitos desses clínicos não iriam reformar-se nessa altura mas algo mais tarde, entre os 68 e os 70 anos de idade, isso atiraria o período de mais reformas para 2017 e 2023.

Depois, com mais um bocadinho de cabecinha verificar-se-ia que esses anos de formação médica eram enormes quando só havia três faculdades, seguidamente com a abertura consecutiva das novas faculdades de medicina de Lisboa, no Porto (caso quase único de uma universidade incluir dois cursos de medicina, ainda para mais numa cidade de média dimensão), do Minho e da Beira Interior, apesar de cada uma não registar número de alunos tão alto como as escolas clássicas na transição dos anos sessenta e setenta, a soma total das sete faculdades conseguia igualar e ultimamente ultrapassar os números produzidos pelas três escolas mais antigas.

O terceiro disparate foram os decretos-lei e portarias que instituiram os quadros hospitalares, definidos para responder às necessidades de recursos humanos para atender urgências com frequências pantagruélicas sem nunca mais ter havido correcção apesar da diminuição progressiva desses números e da mais recente criação de quadros de recursos humanos para o atendimento no serviço de urgência.

Ainda não satisfeitos com estas asneiras, criaram-se os inenarráveis cursos de medicina em Aveiro, no Algarve, na Madeira e nos Açores, sem olhar ao que já se obtinha dos que se formavam no exterior e que na quase totalidade regressavam.

Prosseguindo tão auspicioso curso, as faculdades de medicina abriram vagas em catadupa para docentes e recorreram a hospitais exteriores porque, diziam, não tinham docentes suficiientes para tão grande número de alunos.

Imparáveis, fomos recrutar médicos a países latino-americanos para atendimento de inscritos fantasmas, mais de um milhão.

Continuando, fizemos um sistema de valorização do acto medico inapropriado, gerando aberrações na dita gestão hospitalar – ao contrário do que a tutela por vezes difunde, o sistema de pagamento aos hospitais é de tal forma.inadequado que Sextus receia que qualquer hospital que possa apresentar “bons números” no balanço apenas está inocentemente a confessar que está a prestar um mau serviço ao país, reconheça-se que de forma induzida pela tutela.

Termina-se pelo anúncio da contratação de milhões de horas em que o único critério é o preço, ou seja assassina-se a gestão, para que é preciso um gestor para escolher o menor preço, basta uma criança que saiba fazer uma ordenação numérica – Sextus reconhece que vão aparecer no meio alguns critérios de maior complexidade e secretismo, volta Silva Carvalho, precisamos das tuas escutas.

Há que confessar, não há nenhuma razão para que os outros olhem credulamente para nós.

PS: só mesmo como cereja no bolo, depois temos alguém que foi ministro e que agora analisa que especula que já que alguém acompanhou a selecção dos futeboleiros da sua instituição até Belém tal pode constituir quase como o voo do pombo a anunciar uma futura candidatura.

Desculpem-me mas, ora bolas..

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