Sonhar é fácil, difícil é o pesadelo, junte-se a mim Sr. Duque

Hoje João Duque fez vários comentários que se destacam pela sua compreensibilidade. Entre outras coisas afirmou que as hipóteses de Portugal voltar aos mercados financeiros em 2014, são essencialmente produto do desvario que reina em comunhão com a voracidade insaciável desses sectores – Sextus também gostou de ouvir o antigo chanceler alemão H Schmidt identificar muito claramente a indústria financeira como culpada da presente desordem financeira, mas faltou ao Sr Schmidt identificar a outra parte, já lá vamos.

Ao que o Doutor Duque ainda não aderiu é ao grupo de Sextus mas já vai anunciando que tal pode fazer e tristemente reconhece que caso os países em resgate não consigam acesso a capital a juros adequados, acabou o euro. Mas para já, ainda acamarada com o Sr. Ulrich que ultimamente foi atingido por sucessivas epifanias cada uma mais reveladora que a antecedente. Depois de ter anunciado a disponibilidade do BPI em acolher algumas centenas de desempregados para lá fazer formação e trabalhar pagos pelos impostos dos tansos lusitanos – a acreditar no Sr. Gaspar, falta ainda avaliar com maior rigor até onde os tansos aceitam ir – não se interrompeu em tão bom caminho e proclamou de seguida que os tansos ainda podem ser muito mais espremidos – também Sextus partilha dessa préclara ideia – e que se tornava cada mais evidente a bondade de um eventual plano Merkel, desta vez recorrendo aos tansos tedescos.

Não pode haver dúvida, o mundo financeiro encantado com a generosidade da terra, a que sortudamente mas trabalhosamente aportou, dos tansos pagadores de impostos da classe média levanta bem alto o seu desiderato, o social-financeiro com cada vez mais entusiasmo e engenho – basta ver a achega do Sr.Schauble que pretende que o presidente da CE seja eleito por voto directo e caminhar para o orçamento europeu. Este insigne teutão já deve imaginar empenhar a a batuta da recolha de impostos e mandar cantar os cegos cidadãos europeus. É isto que o Sr. schmidt omitiu, a situação a que chegámos tem atrás de si vários motores mas um dos principais consiste na fecunda aliança entre a indústria financeira e os seus funcionários, a classe política, a incompetência dos dois ultrapassa a capacidade destrutiva de Katrina, Sandy e companheiros.

Este gupo de neos qualquer coisa e membros antigos de anónimos qalquer coisa ainda se recusa a perceber que a CE e o euro dirigem-se inevitavelmente, ou quase, para o fim da sua curta e pouco gloriosa narrativa. Num mundo hipercompetitivo as perdas, ou gorduras como em tempos muito recuados também eram designados, de competitividade desta santa aliança bancos-governos são de muito difícil acomodação. As indústrias francesa e alemãs vão descobrir com rapidez o enorme trabalho de ajustamento que têm que realizar enquanto que os pragmáticos britânicos esperam que os restos da indústria petroquímica e farmacêutica onde possuem uma vantagem competitiva apreciável em associação com a City sejam suficientes para a sua sobrevivência.

Neste quadro a Lusitânea vai ter que se desembrulhar e lutar pela sua sobrevivência que não será exequível na restrita dependência dos habituais tansos.

Nestes tempos difíceis os capatazes serão odiados pelos seus patrões e pelos seus empregados, será que PPC e os seus já perceberam isso.

Não há futuro na CE e no euro, senhor Duque, sonhar é fácil Srs Ulrich e Schauble, o pesadelo é difícil, caros tansos.

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