Quando alguns inteligentes põem tantos estúpidos a falar e a escrever Sextus, prudentemente, retira-se e passa a palavra a Tocqueville

A crise tem representado uma oportunidade para alguns inteligentes porem a escrever e a falar um exército de estúpidos, voluntários, involuntários, congénitos e adquiridos. Basta ler tudo o que se tem escrito sobre a polémica linha do défice público de RR para se perceber que é fácil apresentar argumentos imbecis pelos dois lados. A pobreza levanta sempre dúvidas sobre a real raridade de recursos que estão a ser utilizados, se é verdade que da esmola se desconfia, da avareza também se suspeita.

Muitas coisas estão na mesa para negociar na crise, muitas outras debaixo da mesa e outras não são postas nem em cima nem circulam por baixo, são demasiado importantes para serem expostas ou mesmo escondidas. O melhor é a cegueira.

Tocqueville quando escreveu a “Democracia na América” não se furtou a alguma especulação. Nestes tempos de colectivo ensandecido Sextus retira-se e faz avançar, talvez, o melhor naco do texto do francês, ilegível por muitos dos que juram ser dele aduladores e leitores compulsivos.

“I see an innumerable crowd of like and equal men who revolve on themselves without repose, procuring the small and vulgar pleasures with which they fill their souls. Each of them, withdrawn and apart, is like a stranger to the destiny of all others: his children and his particular friends form the whole human species for him; as for dwelling with his fellow citizens, he is beside them, but de does not see them; he touches them and does not feel them; he exists only in himself and for himself alone…
Above these an immense tutelary power is elevated, which alone takes charge of assuring their enjoyments and watching over their fate. It is absolute, detailed, regulated, far-seeing, and mild. It would resemble paternal power if, like that, it had for its object to prepare men for manhood; but on the contrary, it seeks only to keep them fixed irrevocably in chilhood…
Thus, after taking each individual by turns in its powerful hands and kneading him as it likes, the sovereign extends its arms over society as a whole; it covers its surface with a network of small, complicated, painstaking, uniform rules through which the most original minds and the most vigorous souls cannot clear a way to surpass the crowd; it does not break wills, but it softens them, bends them, and directs them; it rarely forces one to act, but it constantly opposes itself to one’s acting; it does not destroy, it prevents things from being born; it does not tyrannize, it hinders, compromises, enervates, extinguishes, dazes, and finnaly reduces each nation to being nothing more than a herd of timid and industrious animals of which the government is the shepherd.”

Talvez já seja tarde demais, todos sabemos que 2013 vem depois de 1984…

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