Até quando Portugal??

Tenho 61 anos. Licenciado em Medicina e Cirurgia, exerço a minha profissão num hospital público há 37 anos. Cheguei ao grau de Chefe de Serviço Hospitalar (apelidado agora de Assistente Graduado Sénior) através de classificações de mérito em seis concursos públicos. Encontro-me em Comissão de Serviço como Director de Serviço do acima referido hospital. NUNCA FIZ GREVE NA MINHA VIDA INTEIRA. Não tenho na minha folha de serviço qualquer dia de absentismo (doença ou qualquer outra razão). Aquando das várias greves (função pública ou outras), dando sempre a liberdade de escolha aqueles que comigo colaboram no serviço, procuro o entendimento com todos, mantendo o serviço a funcionar sem interrupções, com a obtenção da vontade consensual dos meus colegas de trabalho que, a razão da nossa existência, são todos os doentes e todos aqueles que nos procuram para a obtenção da nossa experiência e da nossa ajuda. É este o meu entendimento dos deveres de quem está a prestar serviços na área da saúde! E este entendimento tem sido corroborado por todos os elementos que constituem a equipa do serviço que tenha a honra de dirigir.
Mas… recordando a nossa história recente (de há 4 décadas), esta transporta à coação, nomes das figuras que apareceram no arco governativo,tais como, Dr Mário Soares, Prof. Freitas do Amaral, Dr Balsemão, Eng Guterres, Dr Durão Barroso, Prof. Cavaco Silva, Dr Santana Lopes, Eng. Sócrates, Dr Passos Coelho, os quais acompanhados de perto ou à distância mais conveniente, por outras figuras como o Dr Dias Loureiro, Dr Arlindo de Carvalho, “Dr” Relvas, Dr Portas, Prof. Marcelo Rebelo de Sousa, Dr Proença de Carvalho, Dr Júdice, Eng. Mário Lino, Dr Oliveira e Costa, Dr Almeida Santos, etc., etc., etc. (e tantos outros que já se me torna difícil lembrar os nomes de todos), aos quais poderemos imputar a chegada do País a este ponto de crise e miséria.
A minha acção como diretor desempenho-a, como sempre, com zêlo e competência. Comparando com os resultados das acções deste senhores, considero-me de bem com a minha consciência, mas, parafraseando o calão da rés pública vigente, eu sou é um anjinho!!
O estado actual das coisas, com a subsequente penalização dos Portugueses (principalmente dos mais carenciados), provoca-me o nojo, a revolta e a tristeza que me levam, cada vez mais, a deixar cair os braços. Perante aqueles que comigo colaboram. tenho dificuldade em lhes pedir sacrifícios acrescentados, até porque, dados os factos, o MÉRITO, O DEMÉRITO E A JUSTIÇA NÃO EXISTEM EM PORTUGAL!!
Até quando irá aguentar o povo português, quedo e mudo, inactivo e sem reacção???
Quem me conhece, sabe que poderão contar comigo todos os que quiserem endireitar este País na base de ideias patrióticas que sirvam verdadeiramente os interesses de Portugal e não os interesses de uns quantos.

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Sobre Jorge G. Pereira

Sou Português, nascido no Porto, terra de tradição antiga e firme, de onde nasceu o nome de Portugal,
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